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O falso esquema «confirme que é humano»

Um truque chamado «ClickFix» está a espalhar-se rapidamente. Um site mostra algo que parece uma caixa normal «confirme que é humano» e depois pede-lhe para premir algumas teclas para continuar. Essas teclas executam silenciosamente um comando oculto que instala malware — e foi você quem o fez. Eis como funciona e como manter-se seguro, em termos simples.

Pontos-chave

  • Um CAPTCHA verdadeiro nunca lhe pede para sair do navegador ou escrever um comando — é apenas um clique ou um pequeno puzzle dentro da página.
  • O esquema, apelidado «ClickFix,» copia o aspeto familiar de «confirme que é humano» para ganhar a sua confiança e depois dá-lhe passos que executam malware em segredo.
  • Funciona porque é você quem executa o comando, por isso pode passar despercebido a antivírus que normalmente bloquearia um ficheiro descarregado.
  • O malware é normalmente um infostealer que copia palavras-passe guardadas e dados de contas do seu computador.
  • A solução é simples: se alguma «verificação» lhe pedir para premir teclas, colar texto ou abrir uma janela do sistema, feche a página.

Como é este esquema

Visita um site — por vezes um site normal que foi pirateado — e aparece uma caixa parecida com a verificação habitual «confirme que é humano». Em vez de uma simples caixa de verificação, diz que a verificação «não funcionou» e dá-lhe passos para a corrigir: prima uma combinação de teclas, depois outra, depois Enter. Pode acrescentar setas ou uma contagem decrescente para o apressar.

Os investigadores de segurança chamam a este truque «ClickFix.» Foi descrito pela primeira vez em 2024 e espalhou-se rapidamente desde então, e em 2026 a Comissão Federal do Comércio dos EUA (FTC) alertou que páginas de CAPTCHA falsas estavam a levar as pessoas a executar comandos ocultos que podiam instalar malware.

Porque é engenhoso

Um CAPTCHA normal corre dentro da página web. Nunca precisa que abra nada no seu computador. Este esquema conta com o hábito: as pessoas estão tão habituadas a clicar em caixas de verificação que seguem os passos sem parar para pensar.

Como é você quem executa o comando, não há ficheiro arriscado para descarregar nem anexo para analisar — é por isso que pode escapar a ferramentas de segurança que normalmente detetariam malware. Na prática, o truque transforma a sua própria confiança na porta de entrada.

O que faz o malware

O comando oculto normalmente instala um «infostealer» — software que copia silenciosamente palavras-passe guardadas, cookies de sessão do navegador e outros dados de contas, e depois os envia a criminosos. A partir daí, podem tentar entrar no seu e-mail, banco ou contas de redes sociais.

Isto visa sobretudo computadores — Windows acima de tudo, e cada vez mais o Mac — por isso importa mais quando está a navegar num portátil ou computador de secretária, e não num telemóvel.

Como manter-se seguro

Trate qualquer «verificação» que lhe peça para premir teclas, colar texto ou abrir uma janela do sistema como um esquema, e feche a página. Uma verificação genuína é sempre apenas um clique ou um puzzle dentro da página — nada mais.

Nunca cole um comando que não tenha escrito você mesmo, mesmo que um site prometa que vai «corrigir» algo. Mantenha o computador e o navegador atualizados. Se pensa que executou um destes comandos, mude as suas palavras-passe importantes a partir de um dispositivo de confiança e ative o início de sessão em dois fatores.

Onde a Sealby encaixa

A Sealby guarda as suas fotografias, notas e ficheiros privados num cofre encriptado com AES-256 no seu iPhone, desbloqueado apenas por si. Não pode impedir um esquema no seu computador, e não afirma que o faz.

O que partilha com um bom sentido de deteção de esquemas é uma ideia simples: seja cauteloso com qualquer passo que lhe peça para executar um comando ou ceder acesso, e mantenha o que mais importa atrás de um cadeado que só você controla.

Isto é informação geral, não aconselhamento de segurança. As táticas e a redação dos esquemas mudam ao longo do tempo e diferem consoante o dispositivo e o site — consulte fontes atuais e fiáveis e trate com cautela qualquer instrução inesperada.

Respostas rápidas

Isto é o mesmo que um CAPTCHA normal?

Não. Um CAPTCHA verdadeiro é um clique ou um pequeno puzzle dentro da página web. Se lhe pedir para premir teclas no teclado, colar texto ou abrir algo no seu computador, é um esquema — não um passo de verificação.

Afeta os iPhones?

O truque do comando visa sobretudo computadores — Windows acima de tudo, e cada vez mais o Mac. Os telemóveis são um alvo menor para este esquema em particular, mas o hábito que ele explora — confiar numa caixa familiar — vale a pena ter em mente em qualquer dispositivo.

E se eu já segui os passos?

Assuma que as palavras-passe guardadas nesse computador podem estar expostas. A partir de um dispositivo de confiança, mude as suas palavras-passe importantes e ative o início de sessão em dois fatores. Depois faça uma verificação de segurança no computador afetado, ou peça ajuda a alguém que possa auxiliar.

Como é que um site com aspeto normal pode mostrar isto?

Os criminosos invadem sites comuns e acrescentam a caixa falsa, pelo que pode aparecer em sites que já usou antes. Vê-lo num site conhecido não significa que seja seguro seguir o truque.

O seu cofre está à sua espera.

Descarregue o Sealby e proteja o que importa. A configuração demora menos de um minuto, e não há conta para criar.

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