O que é o Pegasus
O Pegasus é spyware criado por uma empresa chamada NSO Group. É vendido a agências governamentais, não a criminosos comuns nem ao público. Assim que chega a um telemóvel, pode ler mensagens, fotografias, notas e a localização, e pode até ligar o microfone ou a câmara. Em suma, vê aquilo que o seu telemóvel vê.
O que significa «sem clique»
A maioria dos ataques precisa que cometa um erro — tocar num link malicioso, abrir um ficheiro falso. Um ataque sem clique salta esse passo. Chega através de algo que o seu telemóvel trata automaticamente, como uma mensagem, e instala-se silenciosamente, sem nada de que se possa aperceber.
Isso parece assustador, mas é também por isso que estes ataques são tão valiosos e tão limitados: custam imenso a construir e são reservados a alvos cuidadosamente escolhidos. Isto é diferente do malware do dia a dia, como um infostealer, que é espalhado amplamente e depende de que instale alguma coisa.
Quem é realmente visado
Caso após caso, as pessoas a quem se encontra o Pegasus no telemóvel são jornalistas, ativistas, advogados e figuras políticas. A descoberta recente que motivou este artigo foi no telemóvel de um estudante ativista na Sérvia, revelada por investigadores do Citizen Lab em conjunto com a SHARE Foundation.
Se não faz parte de um grupo que um governo queira vigiar, o risco prático para si é muito baixo. Vale a pena dizê-lo com clareza, porque o objetivo aqui é a calma, não o medo.
O limite honesto de qualquer cofre
Aqui fica a parte sobre a qual seremos sempre diretos. Um cofre cifrado protege os seus ficheiros enquanto estão fechados a sete chaves. Mas se um telemóvel for totalmente tomado por spyware, o atacante pode ver as coisas no momento em que você as vê — enquanto o cofre está aberto e está a olhar para uma fotografia ou uma nota.
Nenhuma app consegue proteger totalmente um ecrã desbloqueado num telemóvel que já está comprometido. É por isso que os passos abaixo, que impedem logo à partida que o spyware chegue ao telemóvel, importam mais do que qualquer app isolada.
Os passos gratuitos que ajudam
Tudo o que aqui está vem integrado no seu iPhone e não custa nada. Mantenha o iOS atualizado — estes ataques dependem de falhas que a Apple corrige, e a exploração usada no caso recente foi fechada por uma atualização que a Apple lançou em 2025. Atualizar prontamente é a coisa mais eficaz que pode fazer.
Se é ativista, jornalista ou alguém que possa ser visado, ative o Modo de Isolamento. Está nas Definições e desliga deliberadamente algumas das funcionalidades de que estes ataques abusam. Não é para toda a gente, mas é poderoso para quem está em risco. Ativar a Proteção de Dados Avançada para o iCloud é um passo complementar sensato para manter as suas cópias de segurança cifradas de ponta a ponta.
Leve a sério as notificações de ameaça da Apple: se alguma vez receber uma, é real — siga os seus conselhos e procure ajuda de um grupo como a Digital Security Helpline da Access Now. E reinicie o telemóvel de vez em quando; algum spyware não sobrevive a um reinício, por isso é um pequeno hábito com um benefício real.
Onde se enquadra o Sealby
O Sealby não consegue travar um ataque de nível governamental ao sistema operativo do seu telemóvel, e nunca fingiremos o contrário — as defesas que mais importam contra o Pegasus são manter o telemóvel atualizado e, para quem está em risco, o Modo de Isolamento. O que o Sealby faz é dar às suas fotografias, vídeos, notas e ficheiros mais sensíveis uma casa própria: cifrados no seu dispositivo, abertos apenas com o seu próprio PIN ou frase-passe, e mantidos fora do rolo de câmara partilhado que as apps comuns conseguem ver. É uma camada honesta entre várias — não um escudo mágico, e preferimos dizer-lho a vender-lhe uma falsa sensação de segurança.
Isto é informação geral, não aconselhamento de segurança. As ameaças, ferramentas e funcionalidades das apps mudam ao longo do tempo e diferem consoante o dispositivo — consulte fontes atuais e fiáveis e as definições do seu próprio dispositivo.