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O que é o spyware Pegasus?

Você talvez tenha visto manchetes sobre ataques “Pegasus” e “sem clique” a iPhones. Parece alarmante, mas o quadro completo é mais tranquilo do que a manchete. Veja o que esse tipo de spyware realmente é, quem ele de fato mira e os passos gratuitos que reduzem o seu risco.

Pontos principais

  • O Pegasus é um spyware profissional feito pela NSO Group e vendido a agências governamentais — não é algo que se espalhe para o público em geral.
  • Um ataque “sem clique” não exige nenhum toque seu, mas esses ataques são caros e reservados a alvos específicos e escolhidos, como jornalistas e ativistas.
  • Depois que um aparelho é infectado, o spyware pode ler mensagens, fotos e notas e até ligar o microfone ou a câmera — ele enxerga o que o seu aparelho enxerga.
  • Manter o seu iPhone atualizado fecha as falhas das quais esse spyware depende, e é a coisa mais eficaz que você pode fazer.
  • Se você pode ser um alvo, o Modo Retido e as notificações de ameaça da Apple já vêm integrados e são gratuitos — e nenhum aplicativo consegue proteger totalmente uma tela desbloqueada em um aparelho já comprometido.

O que é o Pegasus

O Pegasus é um spyware feito por uma empresa chamada NSO Group. Ele é vendido a agências governamentais, não a criminosos comuns nem ao público. Assim que chega a um aparelho, pode ler mensagens, fotos, notas e localização, e até ligar o microfone ou a câmera. Em resumo, ele enxerga o que o seu aparelho enxerga.

O que “sem clique” significa

A maioria dos ataques precisa que você cometa um erro — tocar em um link ruim, abrir um arquivo falso. Um ataque sem clique pula essa etapa. Ele chega por algo que o seu aparelho trata automaticamente, como uma mensagem, e se instala silenciosamente, sem nada para você notar.

Isso parece assustador, mas também é por isso que esses ataques são tão valiosos e tão limitados: custam muito para construir e são reservados a alvos cuidadosamente escolhidos. Isso é diferente de um malware comum como um infostealer, que é espalhado amplamente e depende de você instalar alguma coisa.

Quem é de fato o alvo

Caso após caso, as pessoas em cujos aparelhos se encontra o Pegasus são jornalistas, ativistas, advogados e figuras políticas. A descoberta recente que motivou este artigo foi no aparelho de um estudante ativista na Sérvia, encontrada por pesquisadores do Citizen Lab junto com a SHARE Foundation.

Se você não faz parte de um grupo que um governo queira vigiar, o risco prático para você é muito baixo. Vale a pena dizer isso com clareza, porque o objetivo aqui é a calma, não o medo.

O limite honesto de qualquer cofre

Esta é a parte sobre a qual sempre seremos francos. Um cofre criptografado protege seus arquivos enquanto eles estão trancados. Mas se um aparelho for totalmente dominado por spyware, o atacante pode ver as coisas no momento em que você as vê — enquanto o cofre está aberto e você olha uma foto ou uma nota.

Nenhum aplicativo consegue proteger totalmente uma tela desbloqueada em um aparelho que já está comprometido. Por isso os passos abaixo, que impedem o spyware de entrar no aparelho logo de início, importam mais do que qualquer aplicativo sozinho.

Os passos gratuitos que ajudam

Tudo aqui já vem integrado ao seu iPhone e não custa nada. Mantenha o iOS atualizado — esses ataques dependem de falhas que a Apple corrige, e o exploit do caso recente foi fechado por uma atualização que a Apple lançou em 2025. Atualizar prontamente é a coisa mais eficaz que você pode fazer.

Se você é ativista, jornalista ou alguém que pode ser alvo, ative o Modo Retido. Ele fica nos Ajustes e desliga de propósito alguns dos recursos que esses ataques exploram. Não é para todo mundo, mas é poderoso para quem está em risco. Ativar a Proteção Avançada de Dados para o iCloud é um passo complementar sensato para manter seus backups criptografados de ponta a ponta.

Leve a sério as notificações de ameaça da Apple: se um dia você receber uma, ela é real — siga as orientações e busque ajuda em um grupo como a Central de Ajuda de Segurança Digital da Access Now. E reinicie o seu aparelho de vez em quando; alguns spywares não sobrevivem a uma reinicialização, então é um pequeno hábito com um benefício real.

Onde o Sealby se encaixa

O Sealby não consegue impedir um ataque de nível governamental contra o sistema operacional do seu aparelho, e nunca vamos fingir o contrário — as defesas que mais importam contra o Pegasus são manter o seu aparelho atualizado e, para quem está em risco, o Modo Retido. O que o Sealby faz é dar às suas fotos, vídeos, notas e arquivos mais sensíveis um lar próprio: criptografados no seu aparelho, abertos somente com o seu próprio PIN ou senha, e mantidos fora da biblioteca de Fotos compartilhada que os aplicativos comuns enxergam. É uma camada honesta entre várias — não um escudo mágico, e preferimos dizer isso a vender uma falsa sensação de segurança.

Isto é educação geral, não é aconselhamento de segurança. Ameaças, ferramentas e recursos de aplicativos mudam com o tempo e variam por aparelho — consulte fontes atuais e confiáveis, e as configurações do seu próprio aparelho.

Respostas rápidas

Devo me preocupar com o Pegasus?

Para a maioria das pessoas, não. É um spyware caro, de nível governamental, voltado a indivíduos específicos como jornalistas, ativistas e advogados — não se espalha para o público em geral. O melhor hábito para todos é manter o software do seu aparelho atualizado, o que fecha as falhas das quais esses ataques dependem.

Um aplicativo criptografado consegue barrar o Pegasus?

Não sozinho. Se um aparelho está totalmente comprometido, um atacante pode ver o conteúdo enquanto você o mantém aberto — inclusive dentro de qualquer aplicativo. A melhor defesa é impedir que o spyware entre no aparelho logo de início: mantenha tudo atualizado e, se você tem risco maior, ative o Modo Retido. Um cofre criptografado ainda ajuda ao manter seus arquivos mais sensíveis fora da biblioteca de Fotos geral e trancados atrás do próprio segredo.

O que é um ataque sem clique?

Um ataque que não exige nenhuma ação sua. Em vez de enganar você para tocar em um link ou abrir um arquivo, ele chega por algo que o seu aparelho processa automaticamente, como uma mensagem, e se instala silenciosamente. Esses ataques são raros e caros de construir, e por isso são usados apenas em alvos cuidadosamente escolhidos, e não no público em geral.

O que é o Modo Retido?

Um ajuste integrado do iPhone, em Ajustes › Privacidade e Segurança, que desliga alguns dos recursos que esses ataques exploram. Ele deixa o aparelho um pouco menos prático, mas muito mais difícil de atacar. É voltado ao pequeno número de pessoas que podem ser alvo desse tipo de spyware, não a todo mundo.

Como sei se fui um alvo?

A Apple envia uma notificação de ameaça às pessoas que ela acredita terem sido alvo de spyware mercenário. Se você receber uma, trate-a como verdadeira, siga as orientações e considere pedir ajuda a um grupo como a Central de Ajuda de Segurança Digital da Access Now. Essas notificações são raras e reservadas a suspeitas de ataques de nível estatal.

Seu cofre está esperando.

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